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História da Colonização

Publicado em 20/06/2016 às 15:20 - Atualizado em 23/06/2016 às 10:26

 Por ser a cidade de Meleiro o corredor de ligação entre o litoral praiano e o planalto serrano catarinense, antes mesmo que se fixassem as primeiras famílias por aqui já trafegavam tropeiros com suas mulas, os quais transportavam mercadorias e faziam trocas com a população da velha Campinas, hoje Araranguá.

 Os descendentes lusos que aqui residem comentam frequentemente que, antes mesmo de chegarem as primeiras famílias, existia em Meleiro um preto velho de nome Jacinto. Jacinto e sua esposa Rosa não tinham moradia fixa, viviam da caça e da pesca, atividades que os colocavam em constantes conflitos com os aborígenes, os índios botocudos, que viviam em território selvagem de Meleiro, nos últimos anos do século 18. Presume-se que Jacinto e Rosa eram refugiados da escravidão.

 Por volta do ano de 1892, fixaram-se as primeiras famílias, Rocha e Macedo, sendo que os primeiros moradores foram Bartolomeu Rocha e sua esposa Celina. A família Rocha veio da Bahia, sendo descendente de bugres com portugueses. Dedicaram-se inicialmente à caça e à pesca, passando posteriormente a explorar a agricultura e a pecuária em pequena escala, somente para subsistência.

 Alguns anos depois, começaram a chegar as primeiras famílias de imigração italiana. Os primeiros imigrantes italianos queriam fundar a cidade na localidade de Sanga das Pedras. Depois acharam que as terras das margens do Rio Manoel Alves, na atual sede, eram melhores.

 Essas famílias preocuparam-se muito com a formação da cidade, destacando-se aqui o trabalho de Antônio Rosso e sua esposa Ernesta Rosso, que, no ano de 1912, adquiriram terras nas margens do Rio Manoel Alves, tendo feito uma derrubada no local, para construir a primeira casa de moradia. Pouco tempo depois, construíram no local uma pequena casa comercial e ao lado a primeira atafona (moinho movido manualmente ou por animais).

 Alguns meses após a fixação da família de Antônio Rosso, chegou a família de João Mezzari, fixando-se também nas margens do Rio Manoel Alves, onde construíram uma pequena serraria e instalaram o primeiro gerador de energia elétrica caseira. Mais tarde, um dos irmãos Mezzari instalou uma casa comercial. Pouco depois, chegaram e estabeleceram-se em Meleiro os membros da família Piazza.

 A grande maioria dos imigrantes italianos dedicou-se à agricultura e à pecuária. Todas essas famílias contribuíram muito para o desenvolvimento de Meleiro, com a construção da primeira capela, casas comerciais, serrarias e atafonas, sem ter medo de desbravar as matas desta terra e enfrentar o ataque dos bugres.

 

 

Fonte: Perfil Cultural e Turístico dos Municípios Catarinenses Município de Meleiro. 1ª Ed. Forquilhinha: Gluck Edições Ltda, 2007.


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